Altíssima Ordem dos Burocratas

De Rygar

[editar] A Instituição

É de conhecimento geral que as religiões possuem um valor e um fardo histórico impossíveis de mensurar, pois os feitos de devoção e fé de seus seguidores se perdem nas areias do tempo. Entretanto, a Altíssima Ordem dos Burocratas de Rygar se orgulha de saber exactamente em que dia o primeiro de seus clérigos efectuou uma magia de cura – possuindo inclusive o registro da data em seus arquivos, catalogados em três vias anexadas à certidão clerical do responsável, assinada por cinco testemunhas e autenticada pelo selo dos Regentes. Esta pode ser vista em seus autos, bastando para isso apresentar uma cópia do Certificado de Cidadão de Rygar, um Comprovante de Residência e três peças de cobre para as taxas adicionais de selos e assinaturas).

"Templo" da Ordem

Fundada oficialmente na data de comemoração dos duzentos e cinquenta anos de Rygar (assinatura lavrada ao meio dia em ponto), a Instituição como também é conhecida é formada por um numeroso grupo de copistas, clérigos e professores devotados ao ato de selar, registrar, avaliar e rotular seus autos, documentos ou qualquer outro tipo de papel que caia em suas mãos. Por isso, desde sempre, são os responsáveis pela organização documentária de toda a administração pública da cidade, cuidando dos processos de julgamento, arrendamento de terras, registros de produção, casamentos, óbitos ou qualquer outra coisa que necessite de controle.

A imensa propriedade – construída sobre uma sólida colina em formato de feudo, é ladeada por várias residências menores onde vivem alguns dos membros mais abastados da organização. Os demais – especialmente alguns dos monges – passam a vida inteira enfornados em bibliotecas poeirentas, copiando e catalogando documentos que se espalham por quilómetros de corredores abarrotados de arquivos mortos, bibliotecas de atas e laudos.

Todos os recursos recebidos são provenientes de taxas de manutenção ou cópia de documentos necessários para o dia a dia da cidade e de seus moradores, além de contribuições de devotos à Instituição. Este, aliás, é o aspecto mais extraordinário da Altíssima Ordem. Seus burocratas levam seu trabalho tão a sério, com tamanha devoção e respeito que se tornaram não apenas simples arquivistas. São, isto sim, perfeitos clérigos da burocracia. Seguidores divinos do ato de exigir segundas vias.

[editar] Os Clérigos da Altíssima Ordem

Qualquer um com a devida disposição pode se tornar um clérigo da Instituição, bastando para isso boa vontade, carácter e uma Certidão de Nascimento com cópia autenticada. Caso não saiba ler ou escrever, será primeiramente alfabetizado nas próprias dependências da Ordem, que conta com uma conceituada escola, um grêmio estudantil e uma universidade de burocratas.

Símbolo da Ordem
Um pergaminho a ser preenchido
Até hoje não se tem registro algum de que alguém tenha conquistado o título de Doutor em Burocracia, pois os trâmites legais para tal empreitada são de tal forma complexos que demandariam um tempo absurdamente longo para ser conquistado. O único que já tentou ir tão longe foi ninguém menos do que o próprio membro fundador, o respeitável Patricus Regis, faltando para ela apenas um documento de reservista escriturário e um pergaminho com as mensalidades quitadas no ano de 1743 (de acordo com calendário local) – que ele jurou até sua morte estarem guardados em algum lugar em sua clausura.

Uma vez ordenado (e ter conquistado o seu Certificado Clerical), o clérigo estará capacitado para frequentar as aulas para o uso de magia burocrática voltada à cura e a manutenção da vida. O trabalho de conclusão do curso costuma ser publicado em um caderno próprio, arquivado em algum lugar do castelo. A cada ano, o número de formandos é menor, pois vários dos mestres desconfiam da origem dos textos de seus alunos e fazem questão de revisar caderno por caderno em busca de cópias ou citações falsas.

Por incrível que pareça, uma vez respeitadas todas as fases burocráticas do curso, o clérigo acaba sendo capaz de usar magia divina, mesmo que nenhuma divindade realmente esteja lhe concedendo este dom. Alguns especulam desta forma que a cura divina não passa de apenas magia aplicada. Outros afirmam que na verdade, após tantos processos lentos, demorados e complexos, os deuses acabaram cochilando e não notaram o uso não autorizado de seus favores.

Altíssima Ordem dos Burocratas em seu jogo

Há várias maneiras de utilizar a Altíssima Ordem em sua campanha. Uma delas é como patrona de um de seus personagens clérigos, colocando-o como membro burocrático da equipe. Ele será idêntico a qualquer clérigo de seu sistema favorito, e terá como obrigação divina estar constantemente tomar notas dos feitos de seus jogadores, além de manter um registro de atividades diárias e um livro-caixa das peças de ouro conquistadas em aventuras. O resgate e obtenção de livros ou pergaminhos estará no topo de sua lista de coisas à fazer.

A outra é a de colocar seus personagens dentro da própria sede da instituição, em busca de algum tomo ou pergaminho necessário para conquistar uma licença qualquer. Neste caso, você terá uma verdadeira dungeon de papel, com missões voltadas para a obtenção de documentos vitais para alcançarem o próximo nível. Há fantasmas e alguns outros mortos vivos nos corredores do Castelo, alguns ainda trabalhando ou buscando títulos há muito extraviados. Ajudá-los ou destruí-los podem render bons momentos de jogo.


Origem:
Este artigo foi inicialmente criado por Inominattus no site http://www.inominattus.com/2009/03/14/a-altissima-ordem-dos-burocratas-de-rygar .
Depois disto muitos autores colaboraram com o artigo. Veja todos as alterações e autores no menu história.
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